Transtorno de Panico
O grupo tem se destacado na pesquisa com descrição de subtipos de transtorno de pânico, na descrição de ataques de pânico em laboratório, no levantamento da associação entre ataques de pânico e doenças respiratórias, cardiovasculares e vestibulares e na avaliação fisiológica entre ataques de pânico e resposta terapêutica. Os testes têm sido controlados com psicofármacos - benzodiazepínicos, antidepressivos, anticonvulsivantes e clonidina - de forma aguda ou crônica. Temos realizados avaliações cínicas entre a associação entre doenças respiratórias, cardiovasculares, gastrointestinais e sintomas vestibulares e transtornos de ansiedade. O grupo publica regularmente em revistas nacionais e internacionais.Temos interesse em pesquisas voltadas para a hiperventilação, apnéia voluntária, disfunção respiratória e fisiologia respiratória em pacientes com TP, estabelecendo uma relação mais estreita entre a conexão pânico-respiração. A idéia de um aumento da sensibilidade ao CO2 , induzindo AP em laboratório e uma série de estudos seguiram-se usando diferentes concentrações de CO2 (5%, 7%, e 35%) mostrando que pacientes com TP apresentavam mais AP quando comparados a pacientes com outros transtornos psiquiátricos e controles normais. Considerando o uso de agentes panicogênicos na literatura (lactato e CO2 em destaque) e da observação clínica de que pacientes com TP freqüentemente se queixam de dispnéia e hiperventilação. Uma disfunção desses quimiorreceptores tornaria a pessoa vulnerável ao "alarme falso de sufocação". A linha de pesquisa envolve projetos, utilizando técnicas de diagnóstico e intervenção diversas, tais como neuroimagem, avaliação fisiológica, terapia cognitivo-comportamental, psicofármacos, realidade virtual e exercícios físicos.

Observação: Alguns projetos dessa linha de pesquisa encontram-se detalhados em: Neuroimagem e Psicoterapias.



  • Efeitos Ansiolíticos do Canabidiol em Voluntários com Transtorno do Pânico e Agorafobia Submetidos ao Teste de Inalação de CO2


  • Pesquisadores: Alexandre Rafael de Mello Schier; Rafael C. Freire
    Orientadores: Adriana Cardoso Silva; Antonio Egidio Nardi




    O Canabidiol (CBD), que representa aproximadamente 40% dos canabinóides encontrados na planta Cannabis sativa, é desprovido dos efeitos psicológicos e cognitivos típicos do ?9-Tetraidrocanabinol (?9-THC). Estudos sugerem que o CBD apresenta propriedades ansiolíticas, porém esta substância nunca foi testada no transtorno de pânico e agorafobia. Do mesmo modo, não se sabe como os possíveis efeitos ansiolíticos do CBD seriam mediados centralmente nessas pessoas portadoras transtorno ansiosos. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar os efeitos ansiolíticos agudos do canabidiol e compará-los aos do clonazepam em voluntários com transtorno do pânico e agorafobia submetidos ao teste de inalação de CO2 com 35% de CO2 e ar comprimido por meio de um procedimento duplo-cego. Métodos: CBD ou clonazepam serão administrados via oral em voluntários com agorafobia e transtorno de pânico (n=30). Os sujeitos serão submetidos ao teste de inalação de CO2, em um procedimento duplo-cego. Para a avaliação dos estados subjetivos de ansiedade serão utilizadas as seguintes escalas: 1. Subjective Units of Disturbance Scale; 2. Questionário de Diagnóstico de Sintomas. Implicações e Relevância: Os resultados deste projeto poderão contribuir para um maior conhecimento dos potenciais efeitos terapêuticos do CBD e fornecer dados para avaliar as alterações que ocorrem nos quadros de ansiedade patológica.





  • Seguimento em Longo Prazo, Aberto, Naturalístico, Randomizado, com Clonazepam ou Fluoxetina no Transtorno de Pânico com ou sem Agorafobia


  • Pesquisador: André Barcielas Veras
    Orientador: Antonio Egidio Nardi.




    O tratamento do transtorno de pânico com ou sem agorafobia não é relatado com metodologia científica com características naturalísticas em longo prazo 2 anos. Há a clara necessidade de se comparar a resposta terapêutica a um benzodiazepínico com um antidepressivo inibidor seletivo da recaptação de serotonina, medicamentos tão utilizados no tratamento do transtorno de pânico. O desenvolvimento de tecnologia em estudos clínicos randomizados e naturalísticos podem trazer resultados expressivos na clínica psiquiátrica. Os estudos da literatura em geral são por curto período (fase aguda apenas) e não comparam drogas competitivas no mercado. O INCT Translacional em Medicina pretende que o desenvolvimento de tecnologia para estudos clínicos randomizados e naturalísticos seja um complemento importante no desenvolvimento de novas opções terapêuticas.





  • Comparação Duplo-Cega Randomizada do Efeito da Imipramina Versus Fluoxetina nos Aspectos da Personalidade em Pacientes com Transtorno de Pânico


  • Pesquisadores: Marina Dyskant Mochcovitch; Tathiana Baczynski
    Orientadores: Antonio Egidio Nardi; Adriana Cardoso Silva.




    Estudo randomizado duplo-cego, comparando a ação da fluoxetina x imipramina nas dimensões de temperamento e caráter de pacientes com transtorno do pânico.





  • Estudo Multicêntrico de Polimorfismos Genéticos no Transtorno de Pânico


  • Pesquisador: Valfrido Leão de Melo Neto
    Orientador: Antonio Egidio Nardi




    O objetivo principal é investigar genes de susceptibilidade para o Transtorno de Pânico (TP) na população dos Estados de Alagoas e do Rio de Janeiro. A investigação parte da criação de um banco de DNA de pacientes com TP dos referidos Estados e segue com a determinação das frequências alélicas e genotípicas de variantes dos genes da COMT, SLC6A4, GABRG2, entre outros.





  • Exposição Interoceptiva em Pacientes com Transtorno do Pânico


  • Pesquisadores: Michelle N. Levitan; Aline Sardinha; Anna Lucia King
    Alunos de Iniciação Científica: Daniele Pastore, Leandro Marchetti Bruno
    Orientador: Antonio Egidio Nardi




    Segundo a abordagem cognitivo-comportamental, uma das teorias que explicariam a gênese do transtorno do pânico (TP) seria o condicionamento interoceptivo. Devido à natureza traumática do primeiro ataque de pânico, o indivíduo ficaria hipervigilante a qualquer sinal que possa estar indicando que estas sensações estão ocorrendo novamente. Com o objetivo de enfraquecer esta associação entre sensações corporais e o ataque de pânico, a técnica de exposição interoceptiva (EI) vem sendo aplicada com sucesso. Neste procedimento, o paciente com TP é exposto gradativamente às sensações típicas do pânico que evita, como tontura, taquicardia e sudorese através de exercícios específicos. O estudo visa levantar os sintomas mais disparados durante a EI em pacientes com TP.





  • Avaliação da Função Pulmonar em Pacientes com Transtorno de Pânico


  • Pesquisadores: Isabella Nascimento; Fabiana L. Lopes; Valfrido L. de Melo Neto; Rafael C. Freire; Antonoio Egidio Nardi; Alexandre M. Valença; Walter A. Zin.




    Desenvolvemos no Laboratório de Pânico & Respiração do IPUF/UFRJ o projeto Avaliação da Função Pulmonar em Pacientes com Transtorno de Pânico em parceria com o Laboratório de Função Pulmonar do IDT/HUCFF/UFRJ e com o Laboratório de Fisiologia da Respiração do IBCCF/UFRJ. Avaliamos a função pulmonar em pacientes com TP assintomáticos e investigamos os efeitos da medicação antipânico na função respiratória. A função pulmonar foi avaliada em duas ocasiões diferentes (com medicação antipânico e após “washout”). Consistiu de uma avaliação espirométrica e do teste de broncodilatação (inalação de salbutamol). Nossos resultados sugerem uma possível ação benéfica da medicação antipânico na função pulmonar em pacientes com TP.





  • Memória Emocional e Transtorno de Pânico


  • Pesquisador: Pesquisador: Anna Lucia Spear King
    Orientador: Antonio Egidio Nardi




    Avaliação da memória emocional em pacientes com transtorno de pânico com agorafobia comparados com voluntários sem o transtorno.








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    Novo livro da série Teoria e Clínica, uma parceria entre a Artmed Editora e a Associação Brasileira de Psiquiatria, reúne destacados autores nacionais das áreas de clínica, ensino e pesquisa para abordar o transtorno de ansiedade social.

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